quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MANÁ - QUANDO AS ORAÇÕES FICAM SEM RESPOSTAS


Quando Orações Ficam Sem Resposta

“Quando tudo o mais falhar, ore!”- este parece ser o lema de muita gente. Talvez você seja uma delas. Quando surgem momentos em que as circunstâncias ficam fora de controle recorrem à oração. Afinal que mal pode fazer, não é? Para outras, oração é essencial. Levam a sério o ensino da Bíblia, “Orai sem cessar” (I Tessalonicenses 5.17). Oram por suas necessidades pessoais, intercedem pelas de outros e louvam ao Deus que servem.

Há, porém, uma particularidade com a oração: não é como chegar a uma máquina automática, colocar dinheiro nela e receber o que se quer. Orações, às vezes, ficam sem resposta. O que acontece quando oramos e não recebemos a resposta que buscamos? Oramos e nada de resposta!

Ao longo de minha vida e de minha carreira vivi esta experiência em muitas ocasiões: ter que permanecer num trabalho que já não achava satisfatório, sem que surgissem novas opções; batalhar para encontrar a pessoa certa para preencher uma posição chave no quadro de pessoal; esperar pela venda da casa, enquanto pressões financeiras se acumulavam. Mas por meio dessas situações aprendi muito sobre oração e sobre Deus. Aprendi que Deus sempre responde as orações, mas o faz de uma destas quatro maneiras: sim; não; espere e diferente.

Quando Deus diz “sim”. Como um pai humano amoroso e compassivo, Deus tem prazer em receber os pedidos de Seus filhos e respondê-los. Mais do que isto, Suas respostas são melhores do que as de nossos pais imperfeitos. “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo a quem o pedir!” (Lucas 11.13).

Quando Deus diz “não”. Nossos pedidos algumas vezes são rejeitados porque nossa motivação é errada, fruto de desejos egoístas. Outras vezes, Deus sabe que o que verdadeiramente precisamos não é o que estamos pedindo. Então Ele diz “não”às nossas orações. “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados” (Tiago 4.3).

Quando Deus diz “espere”. Há momentos em que Deus, por alguma razão, retém Suas respostas. Pode não ser o tempo certo; detalhes específicos podem estar incompletos; Ele pode estar nos ensinando a ser pacientes; ou simplesmente quer deixar claro que é Ele que está no controle e não nós. “Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o mal... Espere no Senhor e siga a Sua vontade. Ele o exaltará, dando-lhe a terra por herança” (Salmos 37.7,34).

Quando Deus diz “diferente”. Às vezes, quando oramos, estamos convictos do que necessitamos ou queremos. Deus em Sua sabedoria, porém, é onisciente e sabe quando uma resposta diferente é mais adequada – e melhor – do que a que estamos pedindo.“Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos” (Efésios 3.20).


Questões Para Reflexão ou Discussão

1.  Qual a importância da oração em sua vida?

2.  Alguma vez já constatou que suas orações não estão sendo respondidas? Você pode pensar nos motivos pelos quais Deus não tem respondido suas respostas como esperava? 

3.  O que significa para você entender que Deus, ao responder suas orações, não o faz apenas com um “sim” ou “não”, mas também com um “espere” ou “diferente”?  

4.  Em João 15.7, Jesus disse a Seus seguidores: “Se vocês permanecerem (esperarem, aguardarem) em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido.”  O que você acha que Jesus quis dizer e como o que Ele disse deveria afetar o modo como oramos?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmo 37.4-5; 141.1-7; 143.1,7-10; Mateus 6.7-13; Filipenses 4.6.  




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

EVANGELISMO




                           Evangelismo ou Evangelização 
É a pregação do Evangelho Cristão (a mensagem cristã) e, por extensão, qualquer forma de pregação e proselitismo, com fins de adquirir adeptos, produzir conversão ou mudanças de hábitos, crenças e valores.
A palavra evangelista provém da palavra do grego koiné (tipo de dialecto grego, popular, usado no Novo Testamento εὐάγγελος ("eu-angelos"), que significa "boas novas" ou "boas notícias" e refere-se directamente aos quatro evangelhos do Novo Testamento (existem outros, contudo. esses são apócrifos). Assim, os evangelistas são os autores dos evangelhos:Mateus, Marcos, Lucas e João.
Considera-se, contudo, que a evangelização, no sentido do cristianismo, tenha tido início com o próprio ministério de Jesus Cristo que, ao escolher os seus doze discípulos, os preparou para espalhar a sua mensagem religiosa.

 

                                          Conceituação

No cristianismo, Evangelismo é o sistema, baseado em princípios e métodos apresentados no Novo Testamento, pelo qual se comunica o Evangelho de Cristo a (todo) pecador sob a liderança e poder do Espírito Santo. A mensagem do Evangelho e a persuasão do Espírito Santo fazem com que o pecador aceite Cristo como seu Salvador Pessoal e se torne também um seguidor (discípulo) de Cristo.
O discípulo, por ação do Espírito Santo, deve divulgar o Evangelho e aguardar a volta de Cristo em comunhão com uma igreja através do batismo e da celebração da Santa Ceia.
Definições:
§                     Evangelismo é a missão suprema da Igreja.
§                     Evangelismo é fazer a Palavra de Deus chegar ao conhecimento do povo.
§                     Evangelismo é a Igreja que vai.
§                     Evangelismo é a Igreja que segue.
Evangelismo é compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa; através da palavra falada ou escrita.
Evangelismo é comunicar as ações redentoras de Deus ao homem.
Evangelismo é proclamar as boas notícias, deixando os resultados absolutamente nas mãos de Deus.

MISSIOLOGIA




                                            Missiologia

Missiologia (lat. missio "envio"; gr. logía "estudo") ou Teologia de Missões é um ramo da Teologia que estuda as missões, que são acções de propagação de uma religião. No Cristianismo, a Missiologia é uma sub-disciplina da Teologia pastoral.

 

                                          No Cristianismo

Missiologia abrange tres estágios:
Missão local: abrange a comunidade local e circunvizinhanças ex.bairros e cidades vizinhas.
Missão nacional: todos os limites da nação de origem do missionário(a).
Missão transcultural: abrange até os confins da terra conforme a ordem dada por Cristo: Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e serme-eis testemunhas, em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da Terra. Confins da terra abrange todos os povos, tribos, línguas e nações.

 

                                                História

A missiologia é uma disciplina jovem. Ela nasceu em ambiente protestante do século XIX. A primeira cátedra referente a este saber foi criada na Universidade de Edimburgo, em 1867. No campo católico, o primeiro a abordar este estudo foi Joseph Schmidlin (1876-1944).Como resultado de seu trabalho, a Universidade de Münster resolveu a erigir a cátedra de missiologia em 1911. Depois da I Guerra Mundial várias universidades protestantes abriram suas cátedras. De 1916 a 1974, a Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma publicou aBibliotheca Missionum, uma coleção contendo vários volumes de estudos sobre missiologia.

                       Objetivo e preparação do missionário

O objetivo do missionário cristão é anunciar o Evangelho de modo universal (Evangelho = boa notícia, boas novas, boa mensagem) e através da exposição deste evangelho, apresentar o próprio Cristo como Senhor e Salvador de toda a humanidade. Alguns aspectos são necessários para a preparação de um missionário:
1.      É importante que tenha profunda experiência de Salvação, e comunhão com Cristo, à quem irá apresentar as pessoas.
2.      Profundo conhecimento das escrituras sua principal ferramenta.
3.      Domínio da língua local onde pretende atuar.
4.      Conhecimento da cultura e das leis e costumes locais.
5.      Imprescindível que este possa contar com as orações, apoio financeiro, e ministerial de sua Igreja de origem.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

História de Gunnar Vingren. Precursor da Assembléia de Deus no Brasil


         Gunnar Vingren                                    

                                                   Introdução
       Nasceu no dia 8 de agosto de 1987, na cidade de Ostra Husby, Suécia. Seu pai era jardineiro,            
       profissão que Vingren seguiu até os 19 anos. Foi criado num genuíno lar cristão. Logo aos 18                   
       anos tornou-se sucessor de seu pai na Escola Dominical; naquele mesmo ano, o Senhor falou  
       claro ao seu coração de que ele seria um missionário.

                                                  Seu Preparo 
       Em 1898, Vingren teve oportunidade de participar de uma Escola Bíblica; ao final daquele mês
       de estudos começou já o trabalho missionário no interior de seu país. Em 1903, viajou para os 
       Estados Unidos, e logo ingressou num Seminário Teológico Batista em Chicago. Em 1909,
       Deus o encheu de uma grande sede de buscar o batismo no Espírito Santo o que não tardou a
       receber. Ao pregar esta verdade à igreja que pastoreava, começaram os problemas; a igreja 
       se dividiu entre os que criam e os que não criam em sua pregação. Dirigiu-se, então, para
       South Bend, Indiana, onde a igreja recebeu com gozo as Boas Novas e se tornou uma igreja
       pentecostal com 20 batizados no Espírito Santo no primeiro verão.

                                     Sua Chamada Para o Brasil                                 
       Numa reunião de oração, um dos irmãos presentes foi revelado que Gunnar Vingren serviria o
       Senhor no Pará, que mais tarde ele descobriu que era um estado no norte do Brasil. Numa
       outra reunião como aquela, seu futuro companheiro, Daniel Berg, que conhecera numa
       conferência em Chicago, foi chamado para acompanhá-lo ao Brasil. Depois disto, não
       demorou muito para que a ida ao campo se tornasse uma realidade. Seus últimos dias na
       América foram de provas, atestando de que Deus é quem os chamava para a obra.
       Finalmente, partiram do porto de Nova Iorque com destino a Belém do Pará no dia 5 de
       novembro de 1910.

                                                
                                           Adaptação ao Campo
       No dia 19 de novembro desembarcaram em terras brasileiras. Com certa dificuldade,
       sobretudo porque não falavam a língua nativa, chegaram até a casa de um pastor batista que
       lhes ofereceu hospedagem, um corredor escuro no porão da casa e sem janelas. Para
       aprenderem o português, Daniel trabalhava numa fundição durante o dia, enquanto Gunnar
       estudava, e à noite, então, ele compartilhava o que tinha aprendido. Apesar da pobreza, da
       simplicidade da alimentação, das doenças, calor e mosquitos, a chamada do Evangelho os
       enchia cada vez mais de gozo, atenuando assim o sofrimento.

                                    
           Primeira Assembléia de Deus                                    
       Depois de seis meses, Vingren foi convidado para dirigir um culto de oração. Sem receio, 
       ensinou-os acerca das operações do Espírito Santo e da cura divina. Durante aquela semana, 
       nas reuniões de oração nos lares, o Senhor curou a senhora Celina Albuquerque de uma 
       doença incurável e dias depois a batizou com Espírito Santo e com fogo, sendo então a 
       primeira pessoa brasileira a receber a promessa. Na semana seguinte, o pastor da igreja
       entrou de surpresa num daqueles cultos; depois de declarar várias acusações, insinuando que
       eles ensinavam falsas doutrinas, provocou uma divisão na igreja que findou na exclusão dos 
       missionários e mais dezoito membros que os apoiaram testificando a verdade. Então, em 18 
       de junho de 1911 estes formaram a primeira Assembléia de Deus.


 
                                             Avanço da Obra                                              
       O trabalho missionário não se reteve, avançando de cidade em cidade, onde o Evangelho era
       pregado e os sinais os seguiam. Sofriam muitas perseguições, sobretudo pelos católicos que
       eram ensinados que a Bíblia dos protestantes era falsa e se lida os levaria ao inferno; que                 
       Maria e os santos são intercessores junto a Jesus; que aqueles que não seguissem o 
       catolicismo iriam para o inferno, e outros. Apesar das dificuldades, onde passavam, o Senhor 
       curava, salvava, batizava com o Espírito Santo e manifestava seu poder por seus dons, sinais 
       e maravilhas. Desta forma, a quantidade de crentes crescia a cada dia. Contemplavam, 
       também, o fim daqueles que se levantavam contra a obra, pois era o próprio Deus quem lhes 
       dava a recompensa. Nos primeiros quatro anos de trabalho foram 384 pessoas batizadas nas 
       águas e 276 no Espírito Santo, na igreja de Belém do Pará.
       Depois de cinco anos em terras brasileiras, Vingren foi à Suécia, onde por três meses pôde 
       compartilhar as maravilhas que Deus operara no Brasil. Pouco antes de seu regresso, 
       encontrou-se com uma irmã enfermeira chamada Frida Strandberg que também tinha 
       chamada para o Brasil. Mais tarde eles se casaram em Belém do Pará.
       No desejo de que todo o Brasil recebesse a mensagem, foram enviados missionários a 
       Alagoas, Pernambuco, e ele com sua família foram para o sul, iniciando no Rio de Janeiro, 
       depois Santa Catarina e outras cidades no estado de São Paulo. Após outra série de viagens, 
       voltou alguns anos depois para residir permanentemente no Rio de Janeiro. Assim como no 
       Pará, a obra pentecostal no Rio de Janeiro crescia exponencialmente. Vingren participava ali 
       na edição do jornal “Mensageiros da Paz”, além de seu trabalho como pastor e evangelista.
       De 5 à 10 de setembro de 1930 houve uma importante Conferência Nacional dos obreiros
       pentecostais em Natal. A principal decisão foi de que a obra missionária na região norte
       estaria sendo dirigida exclusivamente por obreiros nacionais. Os anos seguintes foram de 
       grande expansão da obra, sobretudo no Rio de Janeiro.
       No dia 15 de agosto de 1932, o pastor Gunnar Vingren e sua família despediam-se da igreja 
       do Rio de Janeiro e do Brasil de volta à Suécia.

                                                                 
Seus Últimos Dias
      Já nos últimos anos que viveu no Brasil, Gunnar Vingren vinha tendo alguns problemas de 
      saúde que pioraram bastante depois de chegar à Suécia. No dia 29 de junho de 1933 ele 
      entrou no descanso eterno, mostrando através de suas palavras, o grande amor que tinha pelos
      irmãos brasileiros. Sua partida, descrita detalhadamente numa carta enviada por sua esposa 
      ao Brasil, foi uma linda experiência para a família, que sentia claramente a glória de Deus; e 
      sem dúvida para o servo do Senhor, Gunnar Vingren que, sentindo grande gozo e alegria foi 
      recebido na eternidade.

Missão


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

História de Daniel Berg - Precursor da Assembléia de Deus no Brasil


                 Daniel Berg
                                                    Introdução
Daniel Berg nasceu em Vargon, na Suécia, num lar genuinamente cristão. Logo aos 17 anos, fez sua primeira viagem para os Estados Unidos, em 1902; isto porque a Suécia passava por uma crise financeira muito séria. Ao final de oito anos voltou de passagem à Suécia.

Nesta ocasião ao visitar a casa de seu melhor amigo, soube que ele era agora um pregador do Evangelho numa cidade próxima. Ao visitá-lo, em sua igreja, ouviu pela primeira vez sobre o batismo no Espírito Santo. Depois do culto, conversaram bastante sobre esta doutrina o que fez com que Daniel Berg saísse dalí convicto, e buscando o seu batismo no Espírito Santo. Ainda no caminho de volta para a América ele recebeu o batismo e decidiu-se definitivamente em dedicar sua vida ao Senhor.
                                                 Sua Chamada
Durante uma conferência em Chicago, ele conheceu seu futuro companheiro nas missões, o sueco Gunnar Vingren, que estava recém formado num Instituto Bíblico e desejoso de ser um missionário. Ambos, cheios do poder pentecostal, passaram a buscar do Senhor o seu direcionamento para suas vidas. Certo dia, o dono da casa que Gunnar Vingren morava teve um sonho e tinha visto o nome Pará e foi-lhe revelado que seria uma orientação para aqueles jovens. Logo descobriram que Deus os chamava para o Brasil. Apesar do pouco entusiasmo da igreja, e de nenhuma promessa de ajuda financeira, ambos foram separados para serem missionários no Brasil, cheios de convicção da parte de Deus.

A última e grande confirmação da parte de Deus, foi quando o Senhor pediu a Vingren que desse 90 dólares, exatamente o valor que eles tinham para a viagem, para um jornal pentecostal. Eles, em obediência, o fizeram. Porém, extraordinariamente o Senhor os devolveu o exato montante, usando um irmão em outra cidade, que foi revelado por Deus para tal. Berg e Vingren partiram para o Brasil no dia 5 de Novembro de 1910. Durante a viagem, eles já puderam experimentar um pouquinho o que seria o seu campo, e ali mesmo se converteu a primeira alma para Jesus, desde que eles foram separados como missionários. Então, no dia 19 do mesmo mês chegaram à cidade de Belém do Pará.


                                            Sua Chegada ao Brasil
Sua primeira hospedagem foi no porão de uma Igreja Batista, cujo pastor era americano. Logo começaram a dirigir cultos, para ajudar aquele pastor, e sempre que sentiam de falar sobre a manifestação do Espírito Santo para aqueles dias, o faziam sem constrangimento. Mesmo sendo um assunto novo para aqueles irmãos, eles se interessavam cada vez mais, o que decorreu no grande aumento da assiduidade nos cultos e constantes visitas aos missionários. Enquanto isso, Berg começou a trabalhar na fundição, para sustentá-los, enquanto Vingren estudava português para ensiná-lo à noite.
                                        Primeira Assembléia de Deus
A pobreza e principalmente a doença era uma constante naquele lugar, sobretudo a lepra e a febre amarela. Com isso, os irmãos freqüentavam cada vez mais o porão onde viviam Berg e Vingren, à busca de oração e conhecimento da Palavra. Alí o Senhor começou a batizar com o Espírito Santo e curar muitos enfermos. Num daqueles cultos improvisados, entrou de surpresa o pastor da igreja, que foi cordialmente convidado a participar do culto. Recusando o convite, passou a declarar uma série de acusações com relação às falsas doutrinas ensinadas pelos missionários, esperava contar com o apoio dos que ali estavam, mais pelo contrário, um diácono, dos membros mais antigos, se levantou e defendeu com testemunhos reais de que o batismo no Espírito Santo e a cura divina é para a atualidade. Neste dia então, Berg, Vingren e mais 18 irmãos foram expulsos daquela igreja e formaram a primeira Assembléia de Deus, que a princípio se reunia na casa da irmã Celina Albuquerque, a primeira crente batizada no Espírito Santo em terras brasileiras.

Logo depois começou a circular pela cidade um panfleto, da parte daquele pastor batista, alertando a população contra os ensinamentos dos missionários, citando inclusive as passagens bíblicas por eles usadas.O que parecia prejudicial, tornou-se num grande impulso para propagação das verdades bíblicas, pois aqueles que os liam, ao conferir com as escrituras, passavam a crer e buscavam a igreja, que crescia exponencialmente. Dias depois, chega a primeira remessa de Bíblias e Novos Testamentos em português, o que leva Daniel Berg a se dedicar exclusivamente à venda das literaturas e pregação do Evangelho.

                                Avançando Para o Interior do Brasil
Quando a Palavra de Deus já havia sido distribuída em toda Belém, Berg sentiu de Deus em ir rumo a Bragança e fazer na marcha para o interior o mesmo trabalho, para o qual era vocacionado. A tarefa não era fácil; os dois maiores inimigos eram o analfabetismo e o catolicismo herdado da colonização portuguesa. Naqueles pequenos vilarejos, o padre era a maior autoridade e todos os moradores já haviam sido advertidos quanto à pregação de Daniel Berg, e temiam a leitura da Bíblia, pois a igreja os proibia.
                                           Vencendo os Obstáculos
Apesar disto, o jovem continuava a bater nas portas, a ler trechos bíblicos e orar pelos enfermos. As portas se abriam aos poucos e o Senhor operava sempre. Em pouco tempo já haviam vinte novas igrejas entre Belém e Bragança. O próximo passo foi a caminho das selvas. O contato inicial foi difícil e a primeira família se converteu num velório quando Daniel leu sobre a ressurreição para o pai e os filhos ao lado do corpo da mãe. Estes se tornaram evangelistas e contribuíram para a formação de uma grande igreja alí. Sofreram fortes perseguições por parte dos policiais, pois o delegado estava comprometido politicamente com a igreja católica. Mas claro que por fim o nome do Senhor era glorificado pelas vitórias dos crentes. Berg só saiu dalí quando a igreja já havia amadurecido e caminhava por seus próprios pés.
                                                Seus Últimos Dias
O passo decorrente foi sua chegada às ilhas; nesta altura os maiores inimigos eram os naturais. A travessia em barcos precários, tornava o acesso muito perigoso, pois além da embarcação, haviam as piranhas e os jacarés. As grandes distâncias, as horas perdidas e o esforço com os remos, junto ao grande aumento do trabalho, tornou-o quase impossível. Após um acidente sofrido por Daniel, numa daquelas pequenas embarcações, sentiu de Deus de comprar um grande barco a velas, o que fez com a ajuda da igreja de Belém. Com o barco "Boas Novas" o atendimento era mais proveitoso e em maior extensão.
Daniel Berg passou para o Senhor em 1963, e mesmo enfermo num hospital, saía de um a outra enfermaria entregando literatura e orando pelos que se entregavam.

Missão Africa

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